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segunda-feira, 20 de maio de 2013

17/01/2011 | Na Mídia

Poeta de Jaçanã tem projeto selecionado pelo Prêmio Mais Cultura

Rádio Santa Cruz AM - 17/01/2011

O projeto “Cordel, o prazer de uma boa leitura”, do poeta Flávio Dantas de Jaçanã foi um dos 80 selecionados pelo Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel 2010, Edição Patativa do Assaré, do Ministério da Cultura. A produção ficou na 51º posição. Flávio Dantas concorreu em sua categoria, com 323 projetos de todo o país.

O Ministério oferece uma premiação em dinheiro para a execução dos projetos. Na categoria de criação e produção de folhetos de cordel, cada um deverá receber 7 mil reais.

O poeta Flávio Dantas, explica que o projeto será desenvolvido nas escolas da região. “Quando a premiação for liberada, os cordéis serão impressos e distribuídos nas escolas do Trairy e Cumimataú. Além disso, 10% serão encaminhados ao Ministério da Cultura para que sejam distribuídos em bibliotecas e ponto de cultura, espalhados pelo país”, destaca.

O projeto “Cordel, o prazer de uma boa leitura”, selecionado pelo Ministério da Cultura deve ser executado ainda no primeiro semestre deste ano.

O cordel enviado pelo poeta, que concorreu ao Mais Cultura, conta a história de um personagem que sai da zona rural para a cidade e sofre para se adaptar a nova vida. Flávio, já participou de outros dois concursos promovidos pela Cosern, mas até então não havia tido êxito.

O Poeta do Povão, como é conhecido, descobriu o dom da poesia ainda quando criança, mas somente em 2002, começou a guardar seus escritos. Ao todo já são mais de 2 mil poesias escritas e 160 cordéis.

Flávio Dantas que também é professor, também produziu um livro, em parceria com a Emater/RN, que deverá ser lançado no mês de fevereiro. O poeta já participou de diversos eventos na região, em para divulgação do seu trabalho com a poesia em escolas, inclusive em Santa Cruz, no Teatro Candinha Bezerra, na Maratona Cultural dos Jerns.

Literatura de cordel

A Literatura de cordel é um tipo de poema popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome originado em Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes.

No Nordeste do Brasil, o nome foi herdado (embora o povo chame esta manifestação de folheto), mas a tradição do barbante não perpetuou. Ou seja, o folheto brasileiro poderia ou não estar exposto em barbantes. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.

Fonte: Rádio Santa Cruz AM