PROMOART - Promoção do Artesanato
PROMOART - Promoção do Artesanato
Promover o artesanato de comunidades tradicionais, com ações de valorização e preservação do modo tradicional de fazer, com estratégias de distribuição e inserção diferenciada no mercado, além da criação de um selo de origem controlada a fim de agregar valor ao produto feito por essas comunidades.
Benefício
Valorização do artesanato tradicional como elemento de cultura, geração e difusão do conhecimento.
Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural
O Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural (Promoart), integrado ao Programa Mais Cultura, do Ministério da Cultura, foi concebido com a finalidade de apoiar produtores de artesanato de tradição cultural no Brasil, enfatizando seu profundo enraizamento na cultura local e o valor identitário que assume para diferentes grupos sociais.
Em sua fase de implantação, o programa abrange 65 polos distribuídos em todas as regiões do país, selecionados, dentre mais de 150 opções, por uma comissão de especialistas composta por Lélia Coelho Frota, Janete Costa e Maureen Bizilliat. Entre os critérios que orientaram a seleção destacam-se a importância cultural e a alta qualidade do artesanato, além da variedade de tipologias e técnicas envolvidas na produção.
Realizado pela Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro – Acamufec, por meio de convênio firmado com o Ministério da Cultura, o programa conta com a gestão conceitual e metodológica direta do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP)/Departamento de Patrimônio Imaterial/IPHAN, e com a parceria institucional e apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Desde o início, vem estabelecendo inúmeras parcerias locais, visando a consolidar redes de coparticipação e corresponsabilidade que busquem a sustentabilidade das iniciativas empreendidas. Nos seis pólos indígenas que abrange, conta ainda com a parceria conceitual e de realização do Museu do Índio, da Funai.
Em diferentes estágios de organização, os polos abrangidos nesta etapa serão estratégicos para o estabelecimento das bases de uma política nacional para o artesanato, a partir da qual esse universo poderá ser progressivamente ampliado. Respeitando-se suas singularidades, em cada polo será desenvolvido um projeto específico, um plano de trabalho formulado com a participação de técnicos e artesãos, a partir de diagnósticos detalhados de suas potencialidades e necessidades e da proposição conjunta de ações em busca da valorização cultural e da sustentabilidade econômica e social do artesanato.
Neste primeiro ano, o programa beneficiará grupos de artesãos com investimentos diretos nas esferas de produção, comercialização e divulgação de produtos do artesanato brasileiro de tradição cultural, com iniciativas de ampliação de sua presença em mercados qualificados, promovendo a dinamização cultural e econômica desse segmento.
Como se estrutura o programa:
No plano nacional o programa quer buscar integração com políticas públicas relacionadas ao meio ambiente, desenvolvimento social, educação, saúde, entre outras. Pretende também estabelecer interlocução com programas e projetos de cultura e artesanato estaduais e municipais de modo a fortalecer essa área na implementação do Sistema Nacional de Cultura.
Nos planos local e regional, instituições estratégicas serão a base de atuação de atores responsáveis pelo acompanhamento direto do programa nos polos. Onde houver entidades de caráter associativista/comunitário, envolvidas com o artesanato, estas podem vir a assumir interlocução direta com a equipe do programa. O estímulo à formação de profissionais capacitados para lidar com as especificidades da atuação junto ao artesanato de tradição cultural é também um dos objetivos do programa, que pretende fornecer orientações acerca de políticas públicas de cultura e artesanato; pesquisa de campo e intervenção em comunidades artesanais; produção e tratamento de documentos; artesanato e museu; ações educativas e de difusão cultural; relação entre propriedade intelectual e a produção e o uso de documentos, e procedimentos de gestão nas atividades comerciais do artesanato.
Ações realizadas até o momento:
- Diagnóstico do artesanato nos pólos Foram realizados nos 65 polos e vêm sendo progressivamente aprofundados, por meio de pesquisas documentais e viagens a campo, nas quais se promovem entrevistas e reuniões com artesãos e outros agentes, em especial parceiros e colaboradores regionais, envolvidos nas diversas esferas de produção, distribuição, comercialização e intervenção no artesanato. Esta ação permite identificar vários aspectos da situação socioeconômica das localidades; condições de produção, gestão e comercialização do artesanato; contextos etnográficos do trabalho artesanal; caracterização sociológica dos grupos produtores; dificuldades e potenciais de cada polo.
- Construção de indicadores de avaliação do programa Foi desenvolvido um Plano de Monitoramento e Avaliação que pretende, por meio de um conjunto de indicadores adequados às especificidades do perfil cultural do programa, acompanhar processos e aferir resultados do Promoart como um todo e dos projetos específicos de cada polo.
- Desenvolvimento de site Ainda em fase de testes para sua implementação, prevista para 2010, o site será um meio de difusão de informações sobre artesanato de tradição cultural e das ações em curos do Promoart nos 65 polos artesanais, seus produtos e contatos para comercialização.
- Realização de exposições da Sala do Artista Popular
A Sala do Artista Popular, criada em 1983 pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, tem por objetivo promover a difusão e comercialização de artesanato e arte popular em exposições temporárias acompanhadas de vendas e precedidas por pesquisa etnográfica e documentação fotográfica. Na SAP os produtores expõem seus trabalhos, estipulando livremente o preço das peças e explicando ao público, na inauguração, as técnicas envolvidas na confecção. A conexão com esta ação, passível de multiplicação em instituições parceiras do programa, é uma ferramenta importante à disposição dos polos, no sentido da formação e qualificação de mercados consumidores de artesanato de tradição cultural. Até o momento, duas SAPs já foram realizadas no âmbito do Promoart:
- Bordados em tauá: cerâmica de Rio Real (BA)
Entre os dias 30 de julho e 28 de agosto de 2009, foi realizada no Instituto de Artesanato Visconde de Mauá, em Salvador, Bahia, a primeira exposição itinerante da Sala do Artista Popular vinculada ao Promoart, organizada em parceria com a Secretaria de Cultura, por intermédio do Ipac – Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural – e do Núcleo de Culturas Populares e Identitárias, e a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Estado da Bahia, por intermédio do Instituto Mauá.
- Artes e ofícios de Pedro II (PI)
Inaugurada no dia 20 de agosto, no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Rio de Janeiro, a mostra foi organizada com a parceria regional do Programa de Desenvolvimento do Artesanato do Piauí (Prodart) e da Superintendência do Iphan no Piauí, com o apoio da Prefeitura Municipal de Pedro II. Permanece em cartaz até o dia 27 de setembro de 2009.
- Polos visitados e projetos em fase de formatação Desde julho alguns polos vêm sendo visitados pela equipe, para complementação dos diagnósticos, estabelecimento de contatos com artesãos, comunidades e associações locais e realização de reuniões com instituições envolvidas das diversas esferas (superintendências do IPHAN nos estados, departamentos, coordenações e secretarias de cultura, instituições que atuam com artesanato nas localidades, centros de referência, museus, entre outras). Para esses polos já estão sendo formatados projetos específicos, a partir das demandas levantadas junto aos artesãos e parceiros.
Veja a lista de polos visitados
Veja a lista de polos do Promoart
Wanderléia
Parabéns por esta iniciativa, isso viabilizará e oportunizará muitos artesãos e associações de artesões de nosso país. Inclusive do município de Chapada Gaúcha/MG que é possuidor de uma grande diversidade cultural.